:: Segunda-feira, Julho 24, 2006 ::

Começam a chegar as fotos da Mirian Fichtner do show do Armazém
segue uma prévia

postado por chjones às 1:50 PM   comentários:

:: Quinta-feira, Julho 20, 2006 ::

Show do Armazém Digital.

Ainda não tenho as fotos, mas posto até o fim de semana. Este é um post-confessional. Show me deixou muito feliz.Por vários motivos. Primeiro por ver que a banda está amadurecendo, em som, em amizade, em entendimento, em tudo. Depois pela entrada do Eduardo, no baixo, que eu sabia que seria perfeita. E ainda pelas pessoas que foram, Kika, Leopoldo, Anderson, nem vou ficar citando, surpresas, os infalíveis Renato e Pri, Marina e Pedro, Os Caldas. Um beijo especial na Lu, que me ajudou tanto nesta. Alguns dizem que o som, tecnicamente, nem estava tão bom. Mas n incomodou. Pessoalmente, subir pela primeira vez num palco completamente rouco foi uma experiência e tanto. E acho que superei. Cantando comedidamente, evitando notas que eu sabia que n ia alcançar.Me exigiu uma atenção que eu não queria despejar. Mas foi dez. As músicas do Cd 1 entraram bem, deram vida ao show. Se vc está lendo e foi... sabe do que digo. Se não foi, não perca o próximo, claro. É como diz o Bernardo Bosísio:MÚSICA DODECAFONA NA VEIA!

postado por chjones às 1:11 AM   comentários:

:: Terça-feira, Julho 11, 2006 ::



postado por chjones às 4:17 PM   comentários:

:: Quarta-feira, Julho 05, 2006 ::

Busca

O que eu procuro é um olhar cúmplice
Um corpo que se encaixe
Uma beleza, sim, uma gata _ que é de praxe.
Procuro uma moça nem muito bonita
Nem tanto feia
Mas procuro a perfeita
Equilíbrio entre charme e estranheza
Moça que mesmo de longe comigo se deita
E me faz sentir que estou em casa.

Obscuro é seu anel de Júpiter
Esse jogo, esse cálice.
Sua beleza, sim, me mata _ viro um traste.
Procuro você e sua saia de chita
Sua boca aflita
Mas procuro você inteira
Equilíbrio entre alarme e natureza
Moça que mesmo calada comigo confessa
E me faz sempre feliz à beça.

O que eu procuro é alguém que junte-se
Sob fogo, não se abaixe
Que acesa, seja, assim, lua de prata _ nunca se afaste
Procuro em você um perfume que grita
Sua curva infinita
Equilíbrio entre Farme e Madureira
Moça que mesmo sem vento aponta meu rumo
E me faz sentir estar sempre pronto.


postado por chjones às 11:44 AM   comentários:

:: Domingo, Julho 02, 2006 ::

A Pátria de Olheiras


FANTASMAS de 40 anos atrás

Por Cláudio Henrique


Estou convencido de que para se fazer a crônica de um jogo de futebol um analista deve, acima de tudo, olhar para o que acontece antes e depois do jogo. Não é exatamente dos 90 minutos de bola rolando _ o tempo "regulamentar", como diziam os radialistas _ que se extrai a verdade de uma partida. Para falar da derrota do Brasil para a França vou citar quatro observações tiradas do antes e do depois. Seguem então algumas linhas sobre o extra-quatro linhas:
1) A TV focaliza os jogadores saindo do vestiário e se perfilando a poucos segundos de entrarem em campo. Começam os risinhos e trocas de abraços. Roberto Carlos troca até curiosos beijinhos amigáveis com Zidane. Os jogadores brasileiros riem. Alguns franceses também, mas não era sobre eles que pairava o fantasma de 98. Fica evidente ali que não há, no grupo brasileiro, foco e concentração que esse jogo exigia. Ok, eu sei que alguns vão dizer: "São todos amigos!" Isso não me convence. Esporte e competição cobram algumas liturgias. Afinal, tratava-se de quarta-de-final de Copa do Mundo. Os olhares devem ser de seriedade, de obstinação. Os cumprimentos? De guerreiros em lados distintos da batalha. Os afagos podem perfeitamente ficar para depois. Relaciono isso ao fato de Parreira ter dito que não se referiria à revanche de 98 na preleção. Não o deve ter feito mesmo, infelizmente. Deveria. Vi naquela cena mostrada pela TV que os nossos jogadores entraram em campo como quem vai começar uma pelada num churrasco de amigos. A ficha deles cairia menos de duas horas depois.
2) Coletiva de Parreira após o jogo: "É um momento muito difícil, pois confesso que nunca imaginei nem me preparei para isso: ter que falar sobre uma saída do Brasil antes das finais". Como assim? Quer dizer que nosso técnico não cogitava a hipótese de que poderíamos ser derrotados? É fato: começava na cabeça do líder a soberba que assolou o escrete de 2006. Se Parreira não supunha que pudéssemos ficar de fora das finais, é fácil entender porque os jogadores entraram em campo pensando que, a qualquer momento, uma jogada brilhante de um dos craques recolocaria o mundo da bola de volta ao eixo da normalidade. Mas acabou prevalecendo a teoria do caos.
3) Cafu é um dos poucos a dar entrevista após o jogo. O repórter faz alguma pergunta que dá a entender que estamos assistindo ali à despedida do lateral. E, juro, ouço dele esta frase: "Se eu vou ou não estar na próxima Copa, eu não posso dizer agora..." Sério: Cafu quer jogar a Copa de 2010. Melhor a gente começar a sonhar o hexa para 2014.
4) O sempre brilhante repórter Marcos Uchoa cerca (no bom sentido jornalístico) o francês Thuram após a partida. Ele ainda veste o uniforme azul e faz pequenos acenos para fãs. Acabara de jogar 90 minutos de um clássico do futebol mundial. E fora ele um dos que mais correram em campo. Mesmo assim o zagueiro francês alterna respostas simpáticas com saltos e até um ligeiro pique parado no mesmo lugar. Já se passara meia hora da partida, mas Thuram ainda estava ligado. Ligadaço. Transpirava muito e não conseguia desligar o corpo. Foi assim que os franceses encararam a partida. A poucos metros ali a Seleção só tinha de quente a cabeça.
Bem, não há mistérios na desclassificação do Brasil. Ao contrário da final de 98, quando podíamos nos justificar com a ziquizira de Ronaldo, desta vez o nosso dever é aceitar a derrota Aceitar que fomos e somos piores. Que assistimos ao futebol arte, enfim, mas no balé do camisa dez adversário. Zidane entronizou-se como nosso maior algoz, maior até mesmo que Paulo Rossi. O elegante filho de argelinos nos tirou duas Copas.
E nem deu pra ficar "decepcionado" com a derrota, pois o Brasil jogou contra a França o mesmo futebol com que nos brindou nas primeiras partidas. Com exceção do jogo com o Japão, mas a gente sabe que quem estava em campo ali era o grupo de 2010. Aliás, ficou evidente que havia dois grupos na seleção: os jovens emergentes, com futebol na ponta dos cascos, mas uma plenamente compreensível timidez diante das mega-estrelas da Nike; e os veteranos da trupe, com sorrisos sarcásticos no rosto e cadeira marcada nas reuniões decisórias da comissão técnica. Convido a todos a assistir ao VT do primeiro tempo e anotar as falhas, a lentidão e os passes errados de Cafu. Seu passado no futebol não precisava ter sido maculado assim. E Roberto Carlos com as mãos nas pernas na hora do gol francês? Tudo isso era tragédia repetidas vezes anunciada pela imprensa.
Por que não treinamos coletivos na Alemanha? Porque o Brasil não fez mais jogos preparatórios _ e contra equipes fortes _ antes da Copa? Agora vão surgir mil e um questionamentos deste tipo. E todos vão dizer que o importante é aprendermos nas derrotas. Ora, mas como assim, se o Brasil já cometera este mesmo erro há 40 anos, na Copa da Inglaterra, em 1966? Naquela oportunidade, também insistimos em levar como titulares os veteranos do bicampeonato no Chile e deu no que deu. A empáfia do grupo pentacampeão e a amizade entre eles e o treinador Parreira nos custou caro. Mas acima de tudo o que nos levou a Copa foi a absoluta certeza antecipada de que éramos imbatíveis.
A escolha por Parreira da música "Epitáfio", dos Titãs, como tema do hexa era premonitória. O time dos sonhos e o quadrado mágico agora são cadáveres na historia do nosso futebol. Chegamos à Alemanha com um uniforme em que se lê: "Nascidos para jogar futebol". Perdoem-me o ufanismo, mas sugiro que na próxima Copa a gente grave na camisa canarinho: "Imbuídos do que é defender a arte, a garra e a tradição de um país."



postado por chjones às 6:51 PM   comentários: