:: Quinta-feira, Junho 29, 2006 ::

A Pátria de Olheiras - 4

O time do Copo Vazio

¿Não não jogamos ainda tudo o podemos. Mas tenho certeza de que nos momentos decisivos o nosso futebol vai aparecer¿ ¿ a frase, lida assim, sem assinatura, certamente fará o leitor pensar que veio de alguns dos nossos jogadores, mais precisamente de um desses do ¿bloco dos que só prometem¿. Mas não. Ouvi esta declaração ¿ tão óbvia e crível como histórias de enterro de anão ¿ da boca do nanico Wayne Rooney, aquele atacante inglês que quebrou o pé a poucas semanas da Copa e conseguiu se recuperar a tempo de ir até lá apenas para aplaudir gols do David Beckham e engrossar o coro dos clichês.
É, meu caro, por mais paradoxal que seja, estamos sim na maior Copa de todas as Copas, pois dos oito times classificados seis figuram no seleto clube dos campeões mundiais, reproduzindo nos jogos das quartas nada menos do que duas finais antológicas da história do futebol. Mas é justamente na Alemanha que ainda assistimos a este insistente gostinho de ¿agora vai¿ ¿ já perfeitamente traduzido para vários idiomas.
Não é só na Seleção Brasileira não. Ou vejamos: tirando a empolgação pós-goleada na esfacelada Sérvia e Montenegro, por onde andou até aqui o futebol da Argentina e em especial de Riquelme nesta Copa? E a Itália, cujas únicas cenas marcantes no Mundial foram uma cotovelada xiita e maldosa num imperialista americano e um ainda mais doloroso ¿ para a Austrália ¿ e duvidoso pênalty aos 47 do segundo tempo? Que grande partida fizeram Portugal? Ucrânia? França? Somos obrigados a reconhecer que é da Seleção da Alemanha a melhor performance apresentada até aqui. Principalmente porque deles não se esparava mesmo nada. Na chamada Copa do Chutões, criticar o grupo de Klissmann era como bicar cachorro morto. Isso antes do primeiro apito.
Mas agora que chegou o famoso momento do ¿vamu-vê¿, decidi descer do ônibus dos descontentes. Sim: chega de muxoxos em vez de gritos apaixonados. Declaro que passei a me escalar no time dos otimistas. Em grande parte porque cansei de ver, ouvir e ler tanta manifestação de mau humor da crônica esportiva. Não lhes parece sintomático e pura reação passional que, em todas as Copas, to-das, o treinador brasileiro seja sempre o burro-e-cabeça-dura-que-pensa-totalmente-diferente-do-resto-do-país???
Será possível que de quatro em anos somos tão hábeis em escolher turrões que nada entendem de bola para dirigir nosso escrete? Telê, recentemente falecido e alvo de cardernos e reportagens especiais enaltecendo sua genialidade, passou pela mesma situação. Só ele não achava que o Brasil precisava de ponta... Hoje uma discussão anacrônica, não? Felipão, que agora é o preferido de todos, o ¿melhor técnico do mundo¿ em mesas redondas de TV e, por tabela, em qualquer balcão de botequim, estava numa berlinda dessas na Copa de 2002. Até a convocação de Ronaldo Fenômeno, naquela época, foi questionada. A crônica esportiva brasileira ¿ me desculpem os colegas ¿muitas vezes age ¿ para usar mais um clichê desta Copa ¿ ¿como time africano, sem responsabilidade¿. Dirigir a Seleção é estar numa espécie de ¿roda de bobinho¿ da mídia.
O que jornais, revistas, rádios e TVs propagam ganha rapidamente as rodas de conversas Brasil afora. Ontem cheguei a flagrar um conceituado comentarista defender na TV a escalação do Mineiro! Isso mesmo: o Mineiro para, segundo o respeitado jornalista, ¿anular de vez o Zidane¿. Aposto que antes das 16hs de sábado ainda vou ouvir de alguém nas ruas: ¿Pô, Parreira, só você não enxerga que vamos ganhar a França com Mineiro!¿. É mole?
Por essas e outras que decidi dar um voto de confiança ao Parreira. Pra mim chega de olhar apenas o copo vazio. Afinal, vencemos, estamos classificados e somos favoritos contra a França. Vá lá que ando com uma dorzinha agoda no peito e uma estranha dormência no braço esquerdo após os jogos, mas isso é besteira. O que vale é começar a perceber e acreditar que o grupo, escalado por ele, Parreira, tem se mostrado vencedor. E vibrar com isso, porque vida só temos uma ¿ e Copa, algumas. Seja qual for o time que vá a campo, chega de apreensão e expressões tensas. Vou tomar minhas cervejas, rir muito, e, principalmente apoiar qualquer decisão do nosso líder e guru estratégico. Vou aplaudir o jogo todo, sério. Até mesmo quando, aos 25 minutos do segunto tempo, a TV focalizar o Parreira e a gente fizer aquela leitura labial: ¿Mineiro, aquece!¿.




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:: Quarta-feira, Junho 28, 2006 ::

A Pátria de Olheiras - 3

Me engana que eu gosto

98 e 2002 foram Copas muito legais para o torcedor brasileiro. Falo sério. Até na França, onde conseguimos a proeza de perder uma final de goleada, conseguimos ser, sim, felizes. Vitórias incríveis aconteceram ali, em grande parte pela bela performance do esquecido Rivaldo _ é bom que se diga. Lembro que perder a final, naquela vez, nem foi assim tão doloroso. Até porque tínhamos a ziquizira do Fenômeno e uma ainda hoje decantada teoria conspiratória a aplacar nossa dor. Outro dia mesmo adentrei um táxi _ este santuário da opinião pública _ e iniciou-se uma conversa curiosa. Vocês sabem: a vantagem desses períodos de Copa é que não precisamos estartar diálogos com taxistas falando sempre do calor da cidade. Provoquei-o então sobre o último jogo do Brasil e, para minha surpresa, ouvi de volta: "Se a Alemanha for campeã, estará comprovada a armação de que se fala desde 98", disse o piloto. "Deixaram a França ganhar naquele dia para que o Brasil vencesse em 2002 e a Alemanha em 2006", continuou. Taxistas são sujeitos de convicções inabaláveis e, por isso, achei melhor não retrucar.
Mas não era nada disso que eu queria falar. O início deste texto era uma tentativa de comparar esta seleção de 2006 com a de 94. Sei que muitos cronistas de futebol já ensaiaram isso, mas preciso endossar. Sinto a cada jogo aquele mesmo desconforto do idiota diante da mentira. De Pacheco enganado. Vamos combinar: foi muito ruim assistir a Brasil e Gana. Deprimente. Ok, o Parreira e alguns estrategistas de botequim vão dizer que o Brasil adotou estratégia inteligente, que surpreendeu Gana, um time de contra-ataques, jogando atrás e justamente usando da mesma arma do inimigo. Mas será mesmo?
O que me incomoda é muito menos observar as dificuldades táticas, a tal "falta de movimentação" de que se fala tanto. O que me corrói é a apatia, a incrível repetição de passes errados, de evidente falta de controle de bola... O que é Ronaldinho Gaúcho? Antes da Copa chegou-se a comentar que, dependendo de sua atuação, ele deveria ser elevado à sala real de Pelé e Maradona no palácio do futebol. É mesmo muchto loco este esporte que a gente ama tanto. Quem imaginaria que Lúcio, eternamente pisoteado pela torcida, chamado de maluco, estabanado, encantaria a todos com atuações firmes e igualando o recorde de Gamarra ao atuar em quatro jogos sem cometer uma única falta?
E porque ele vem conseguindo isso? É simples. Outro dia mesmo vi a Fatinha Bernardes comentando na TV: basta olhar para a expressão do nosso zagueiro. Ligadaço! Cheio de ímpeto de vencedor. Agora experimentem olhar para as feições assustadas do Gaúcho. O olhar de perdido do Roberto Carlos. O semblante de medo do Emerson. O risinho constante do Cafu. Um dia teremos um treinador que escalará levando energias emanadas em consideração.
O Brasil precisa de olhares convictos, olhares pentacampeões. Queremos Ronaldinho Gaúcho de queixo erguido, olhando com certa empáfia para os marcadores adversários, fitando-os como quem diz: "Vocês estão diante do melhor do mundo, caçamba!" Observem o olhar de Juninho Pernambucano. Do Ricardinho ao correr para dentro do gramado. Do Zé Roberto. Nossos melhores em campo estão com chuteiras e retinas cintilantes.
Recordem o olhar de lince do Pelé, de quem se dizia ter visão de 180 graus. Olhares dizem muito no esporte que se joga com os pés. Para não deixar de usar esta desgastadíssima imagem da semana: queremos craques com olhares de gana. Os demais? Continuam nos fitando com uma expressão de "me engana que eu gosto".


postado por chjones às 10:41 AM   comentários:

:: Sábado, Junho 24, 2006 ::

A Pátria de 0lheiras - 2

Reserva Técnica

Por Cláudio Henrique

Todos nós temos histórias pessoais quando falamos de Copa do Mundo. Temos lembranças muito particulares de lugares e amigos que faziam o cenário deste ou daquele jogo. Quem não se lembra onde estava na final de 94? Com quem dividia o sofá no Brasil e Alemanha de 2002? Ou em que ombro chorou a derrota na França, em 98? Mais ainda, e essa é para os mais velhos: quem esqueceu o que fez, com revolta, nos minutos que se seguiram à derrota em Sarriá, em 82? Eu, particularmente, moleque, lembro que desci ao play para jogar bola e que, em lágrimas, prometi aos deuses do futebol que seria jogador profissional somente para vingar aquela trágica derrota. Bem, menos mal que outros vingaram por mim.
Copa é assim. Um marco de vida. Uma referência. Por isso hoje posso dizer que, se vier a acabar precocemente, esta Copa de 2006 já me deu ao menos um maravilhoso momento de alegria: o jogo com o Japão. Podemos, sim, perder para Gana, algo totalmente plausível, e com certeza ficarei plausivelmente arrasado. Mas a Copa da Alemanha já me deu, sem sombra de dúvida, um presente: o jogo com o Japão. Sério! Lembro que, no finalzinho do primeiro tempo, ainda antes do nosso primeiro gol, minha irmã, sentada ao meu lado, soltou um típico comentário feminino desesperado. Ao que rebati, calmo e convicto: ¿Estou me divertindo mais hoje, perdendo, do que com as vitórias nos dois primeiros jogos.¿
E era verdade. Testemunhar o Brasil destilando talento em Dortmund foi um prazer sem igual. Para não usar outra expressão bem mais corriqueira, estava me lixando de perder por 1 a 0 para os japoneses.Até porque não valia nada. O bacana era que, pela primeira vez, eu via o Brasil jogando bola!, caracoles. E, vocês, os peladeiros, sabem: era eu ali. Dando cada passe. Tentando cada gol. Só quem jogou bola na vida percebe de fato qual a verdade que rola entre as quatro linhas em cada jogo. E a verdade ali era óbvia: o Brasil estava sobrando. E sobrou.
Bem, 4 a 1 e aí vieram a campo as mesas redondas. Nem preciso dizer: na vida e principalmente em Copa do Mundo eu não vivo sem mesas redondas. É quando procuro assistir a todas. Nelas, é claro que o discurso corrente, com verve populista, e salvo raríssimas exceções, pedia a manutenção do novo time. Todo mundo barrando os nomões pela turma da reserva imediata que entrou e deu o seu recado. Alguns, mais sensatos, tinham um discurso parecido com o que eu assumi, e manifestei na primeira latinha de Skol aberta após o fim do jogo. Uma alteração tornara-se inapelável: a entrada de Robinho.
É o que vaticino: Robinho virou titular. Juninho e Cicinho podem e devem, provavelmente, e de acordo com o andar da carruagem, entrar no segundo tempo ¿ se o Brasil,claro, não estiver bem. E só. Roberto Carlos está mal, concordo, mas Gilberto não fez uma partida tão assim-assim. E Gilberto Silva, titular em 2002, foi muito bem, mas Emerson é aquele grande jogador, que inegavelmente lidera grupo, foi cortado às vésperas da última Copa, e entrou nessa com motivação redobrada. Acho que não sai. E Cafu é o capitão, caramba. O capitão!!!!!
As pessoas esquecem que, como em qualquer relação de trabalho ¿ seja numa salinha administrativa da Petrobrás ou numa esquina de camelôs da Avenida Rio Branco, no centro do Rio ¿, as relações interpessoais contam. E muito. Cafu é o capitão do penta. E exerce liderança sobre o grupo dos 23. E sobre a Comissão Técnica também. Não pode ser barrado assim tão facilmente. Por mais que Cicinho venha se mostrando mais efetivo, há de haver um processo. Uma substituição progressiva... Acho totalmente compreensível isso. Desde que a gente vire o primeiro tempo do jogo com Gana vencendo, claro. Caso contrário: Cicinho na direita, por favor.
No mais, Juninho também pode ser, mais uma vez, outra opção. Barrar Zé Roberto neste momento seria, a meu ver, uma mudança destemperada. E levar o Zé para a lateral-esquerda, como alguns idealizam, uma alteração muito radical. Entremos com Robinho e mantendo Cicinho e Juninho aquecendo os 90 minutos. Este é o Brasil real contra Gana. Mais não digo.


postado por chjones às 12:56 AM   comentários:

:: Quarta-feira, Junho 14, 2006 ::

A Pátria de Olheiras - a volta

Balde gelado

Já disse num texto desses, há quatro anos, que nós que amamos futebol, colecionamos figurinhas e vivemos para assistir a Trinidad Tobago e Tunísia sempre acabamos contando a nossa própria vida não por anos, mas sim por Copas de que fomos testemunhas. Eu, por exemplo, confesso, estou completando nove Copas de idade ¿ entenda-se: só contabilizo as que assisti e entendi, a começar por 74, na Alemanha. Bem, chegou mais uma, e, para delírio do meu psicanalista, no mesmo país. Desta vez não temos que enfrentar aqueles jogos madrugada adentro, mas, mesmo assim, resolvi manter nesta coluna o nome que usei em 2002: A Pátria de Olheiras.
E não é que, coincidência germânica, deu mesmo vontade de ficar a noite toda acordado no dia do primeiro jogo do Brasil. E não estou falando da noite da véspera, da noite de ansiedade, mas sim da virada de 13 para 14 de junho. Apitou duas vezes o juiz e bateu, descrevamos assim, um vazio estranho que bagunçou aquela nossa certeza canarinho, a altivez sublime com que, pela primeira vez, iniciávamos o certame. Pois vejamos, e é bom que alguém diga: nunca, em toda a história do Brasil em Copas do Mundo, chegamos à disputa deste jeito, incensados, favoritos absolutos, com banca de dream team... Situação nova. Mas e nosso futebol? Mudou mesmo?
Claro que sim. A gente sabe. Temos as feras, os caras, o Gaúcho. Ao menos pensávamos assim, né? Mas este jogo com a Croácia, devemos reconhecer, foi um gigantesco balde de água fria na expectativa de nós todos ¿ e não só dos brasileiros, pois, afinal, viramos mesmo uma espécie de queridinhos mundiais, os preferidos. Todo mundo ¿ e também aquela cerveja ¿ queria ver o quadrado mágico jogando redondo. Não rolou. Juro que, na hora, veio uma agonia semelhante ao que senti acompanhando o escrete de Lazaroni, em 90. Ou os esforçados soldados de Parreira, em 94. Aqueles toquinhos de lado, umas atuações foscas, sem brilho... Fomos insossos. Nada mágicos. Temos que reconhecer. E o mundo também viu.
Bem, como escrevo poucas horas depois do jogo, posso e devo arriscar algumas besteiras: muito estranho ver o Ronaldo com um semblante de Fenômeno para-normal, abduzido pela apatia, distante... Chato constatar que Cafu parece não ter mesmo mais fôlego para chegar à linha de fundo e cruzar. Incompreensível o Adriano não dar sequer um chute decente a gol. O que houve? O tal nervosismo da estréia? Ou essa é a nossa realidade? Não éramos tão superiores? Tão acima da média? E tropeçamos logo na primeira pedra? Balde não, foi cabeça d¿água gelada na tesão da gente.
Confesso que associei este gozo interrompido aos meus tantos amigos petistas. Aquela turma que anos após anos sonhava com Lula no poder, criava expectativas mis, e hoje também tem que tocar a bola de lado, com chutões e evasivos porquês. Que ninguém perca tempo cobrando do camarada Lula, na campanha presidencial, a pergunta que ele fez à Parreira sobre o sobrepeso de Ronaldo. Desta vez ele também não sabia de nada, mas convenhamos que captou o problema. Caçamba, vamos lá Ronaldo! Nunca o Brasil torceu tanto por você. Sério: sinto em todas as pessoas uma fé especial pelo sucesso deste nosso herói. Nem precisa lembrar o motivo.
Mas não adianta viver de passado. A real é que, se a gente perder esta Copa, vai ser uma deprê total. Quem tem algo próximo a minha idade sabe como era torcer pelo Brasil nos anos 80: aquela sensação horrorosa de que nunca mais seríamos campeões. De que nunca mais seríamos os melhores... E a gente, por dentro, sabia e acreditava que éramos os maiorais. Era bem parecido com aquela máxima de que Deus é brasileiro. Lá fora ninguém foi avisado disso. Mas pra nós isso é ponto pacífico, né? Premissa. Constatação absoluta. Mas a verdade, galera, é que o Brasil precisa fazer gols.
Se o País não melhora, o futebol deveria? Profundo, isso... No gramado somos os mais amados. A imagem da perfeição e da criatividade. Os artistas da bola. Mas é sempre chato ter essa impressão de que nos vêem como uma república exótica que gera craques aos montes. É mesmo assim? O Primeiro Mundo assiste aos nossos jogos com a curiosidade e o carinho com que torcemos por Togo e a Costa do Marfim? Somos geniais e inteligentes? Ou apenas um espetáculo circense? Os próximos jogos ¿ é o sonho que a gente deposita ¿ dirão.


postado por chjones às 1:35 AM   comentários:

:: Quarta-feira, Junho 07, 2006 ::

Página e músicas em site de Mp3: confira em

http://claudiohenrique.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/

postado por chjones às 1:19 PM   comentários:

:: Terça-feira, Junho 06, 2006 ::

quer conferir Claudjones nos dois maiores sites de cifra do país?

acesse

http://www.cifras.com.br/cifras.asp?search=claudio+henrique&tipo=1&view=&totalacordes=

ou

http://cifraclub.terra.com.br/cifras/claudio-henrique/

postado por chjones às 5:16 PM   comentários:

:: Domingo, Junho 04, 2006 ::

Happening celebração musical hoje, em Itaipu
Atravessei ponte e quase-cidades para chegar lá
valeu muito!!!!
Festa mix de Niver e despedida do Calinho, parceiro, desde muito...
Show... cerveja gelada,carne e principalmente por ter a chance de encontrar tantas cabeças musicais
Baia estava. Alexandre (grande notícia, conhecê-lo) cantou. CRÍTICA: podia ter tido mais violada... Desde antes...
Mas foi muito,muito bom estar ali, e conheci Gê, vocalista de DizCoé (vamos nos falar!!!!! trocar canções!!!!!!) e o "band lider" da Naiá (ele ainda n percebeu, mas é sambista clássico, abandone as carrapetas!!!!!....)
Música em esfera, boa viagem CALINHO.... O Líbano te espera. Quando voltar, vamos compor juntos de novo, pôrraaaaa!
Leva um escapulário contigo...
Foto de Nat e Calinho, já depois do bolo

postado por chjones às 12:43 AM   comentários:


reproduzindo o coments da Bibi Dapieve
nada como receber um eleogio de cantora:

Bom de concha


Outro dia comentei aqui que n�o sei por que os cantores e as cantoras insistem em preencher suas m�sicas com excessivos ooooouuuiii���, huuuummm num num, n���u r�u r�u, etc � quando, � evidente, h� fartura de bons letristas dando sopa por a�.

Depois fiquei me perguntando: sopa de letristas? Onde mesmo? �s vezes a gente esquece, mas depois lembra. Tem, sim.

Ontem eu fui assistir a um show de um carioca maneir�ssimo (como dizem os pr�prios), o Cl�udio Henrique
, que est� lan�ando seu segundo CD � N�mero Dois, pela Universal. Trouxe para casa boas colheradas da tal sopa.

Ali�s, no caso dele, boa e farta sopa. � o m�ximo quando a gente topa com um letrista que n�o fica de frescuras e enche logo a concha: assim � o Cl�udio, do tipo que faz cr�nica musicada. Conta (e canta) hist�rias c�micas e dram�ticas, com desfechos inusitados; refr�es com ponto de interroga��o e melodias sortidas que respondem � e deixam no ar ao mesmo tempo. Bom de concha, bom de verso.

Olha s� o �Nego Besta� dele:

�...
Mas o tempo passou
E quando era mo�o foi soldado
Saiu do quartel revoltado
Trocou o penteado
Por trancinhas Djavan�

Perguntou se gostei do show. Digo que foi das melhores coisas que ouvi ultimamente, ele d� um riso e agora segura a concha: �T�, n�o exagera�.

� sopa??!

postado por chjones às 12:33 AM   comentários: